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Proud Nordics reinterpreta atmosfera nórdica

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Se você gosta de RPGs de ação, muito, portanto agradeça à geração da Nihon Falcom por viver. Enquanto os principais RPGs se estabeleceram com sistemas de turnos, Ys moldou sua fórmula em um combate dinâmico e com ênfase em posicionamento, um tipo de gameplay que, com o passar do tempo, tornou-se tão popular quanto os modelos que Dragon Quest e Final Fantasy construíram.

O mais generalidade, ao menos nos videogames, é ver uma marca consolidada mudar da chuva para o vinho, tentando se adequar a modismos passageiros – ou, em outras palavras, ao que é mais favorável aos acionistas do ponto de vista mercantil. É excelente que Ys X: Proud Nordics se mantenha leal às próprias raízes até hoje, sem se render às tendências do agora.

Ys X: Proud Nordics é Japão porquê prioridade

Não há zero mais RPG das antigas do que ter um jogo lançado primeiro no Japão e só depois de meses ser localizado para outras regiões. Pois foi exatamente isso que aconteceu com Ys X: Nordics: chegou às terras nipônicas no final de 2023, com uma versão Ocidental oficializada somente um ano mais tarde, em outubro de 2024.

Porquê é de praxe, oferecido o histórico da Falcom, Nordics ganhou teor suplementar e, portanto, passou a ser chamado de Ys X: Proud Nordics (que zero mais é que uma edição definitiva). Para quem nunca jogou, o título é o mais atingível nas “RPGzices” e a porta de ingressão ideal a quem não teve a chance de saber a franquia.

Não se deixe levar pelas aparências: o número 10 gravado na envoltório, porquê complemento ao nome do game, é mera formalidade. Tal porquê nas demais obras de Ys, Nordics apresenta uma história independente dentro da cronologia compartilhada de Adol Christin, protagonista desde Ys I: Ancient Ys Vanished.

Ys X: Proud Nordics

Imagem: Flow Games/Victor Teixeira

Reinvenção dos vikings

Em Ys X: Proud Nordics, o jogador é levado a uma versão reinterpretada da mitologia nórdica em que o foco são os Normans, povo nativo do arquipélago de Obelia e inspirado na cultura nórdica, sobretudo nos vikings. Adol, nosso herói, entra em cena quando se vê, de maneira misteriosa, conectado ao corpo de Karja, uma guerreira Norman.

Sem entregar o ouro da trama, vou me limitar a expor que a dupla secção em uma jornada para deslindar o que há por trás dos Griegr e de seus exércitos de criaturas que usurpam, tanto pelo mar quanto em terreno firme, as comunidades das ilhas de Obelia, além de aprisionarem seus habitantes com o uso de magia.

Embora se ampare nos clichês típicos de anime, a narrativa se constrói sobre o laço de crédito entre os protagonistas e sobre as crenças e tradições dos Normans, colocadas à prova quando o clã é confrontado pelos Griegr. Porquê em todo bom RPG, há conversas prolixas a torto e a recta, mas ainda existe uma boa história sob a superfície para quem souber filtrar o que é pertinente.

Ys X: Proud Nordics

Imagem: Flow Games/Victor Teixeira

Saber filtrar, no caso, significa pular boa secção dos diálogos, até porque não há localização para o nosso linguagem, infelizmente. Seria um sonho, inclusive, que qualquer título da franquia recebesse textos em português do Brasil, mesmo sabendo que a popularidade da série em nosso país ainda está lutando para se firmar.

O combate é uma lição aos RPGs de ação

Conforme mencionei no início da estudo, o gênero de RPG de ação porquê um todo deve muito às contribuições de Ys. O combate, para mim, foi e sempre será o principal atrativo de um título da série. Minha opinião se mantém em Proud Nordics: trata-se de um hack and slash centrado na realização de combos rápidos, tendo parry e esquiva porquê meios para se safar.

Os dois heróis, Adol e Karja, também dividem o protagonismo nas batalhas e podem estrebuchar de modo independente, cada um com sua própria gama de habilidades, mas, juntos, aceleram a intensidade da trocação. Para você ter uma teoria de porquê a barra está subida, as animações das investidas sincronizadas rapidamente remetem às belas coreografias das últimas produções de Tales Of.

O gênero de RPG de ação porquê um todo deve muito às contribuições de Ys

Ys X: Proud Nordics

Imagem: Flow Games/Victor Teixeira

Você pode controlar ambos os heróis ao mesmo tempo, pressionando um único botão para desferir ataques coordenados, um elemento que nem sempre é aplicado de maneira réplica nos RPGs de ação. Assumir o comando de dois bonecos que executam ações idênticas pode provocar uma certa estranheza no início, mas rapidamente evidencia o quanto o combate se torna rico com esse recurso a mais.

Jogar Ys é uma experiência peculiar por si só, pela gostosura que é até nos comandos mais básicos, tipo movimentar o personagem. Não é por zero, mas poucos RPGs de ação têm a fluidez de Ys, seja na hora do vamos ver, seja somente para se locomover pelos cenários. A leveza na mobilidade de Adol e Karja é compensada quando os dois se unem para desabar na porrada: os golpes ganham um peso característico de Ys.

Exploração familiar em mar simples

Porquê nem tudo é Carnaval, os elogios não podem ser repassados ao combate marítimo. Ainda que tenha recebido melhorias e novos recursos de acessibilidade, a navegação permanece monótona, e as lutas na chuva, à la Assassin’s Creed IV: Black Flag, não tiram proveito do robusto sistema de personalização de navios.

Ys X: Proud Nordics

Imagem: Flow Games/Victor Teixeira

Sendo muito direto, conduzir o Sandras, nome oferecido à embarcação que podemos guiar e modificar, não é tão satisfatório quanto poderia ser. Pensando cima, manejá-lo é porquê escorregar um objeto de papel sobre uma maquete de isopor. Por destoar da qualidade do combate em terreno, dá a sentimento de que outra equipe dentro da Falcom, talvez menos experiente, tenha ficado responsável pelos encontros navais.

Trocar chumbo em alto-mar não é lá essas coisas, só que a exploração marítima ao estilo The Legend of Zelda: The Wind Waker, a meu ver, funciona muito dentro da proposta e, principalmente, da temática de Proud Nordics. Sim, há momentos avançados em que a travessia do ponto A ao B fica um tanto tediosa, considerando que a façanha tem potencial de se impelir por dezenas de horas, além do vestimenta de que o planta exagera um pouco na extensão.

No entanto, você pode tranquilamente contornar as partes sem perdão com viagens rápidas a locais já descobertos. As ilhotas que visitamos, aliás, sempre guardam recompensas e itens valiosos, porquê armas e proteções, para contribuir para a progressão. O ato de velejar não é o que deixa a exploração interessante, e sim o que nos aguarda no orientação.

Velejar não é o que deixa a exploração interessante, e sim o que nos aguarda no orientação

Ys X: Proud Nordics

Imagem: Flow Games/Victor Teixeira

A versão definitiva, mas…

No pacotão de Proud Nordics, tudo melhora com a soma de Öland, uma extensão que traz dois ótimos personagens, Canute e Astrid, introduzidos para conceber um roda suplementar da história. Os DLCs da versão vanilla e as melhorias de qualidade de vida também ajudam a justificar a existência de Proud Nordics, embora ele pudesse tranquilamente ser vendido porquê uma expansão.

Se você jogou a façanha original, há motivos de sobra para revisitá-la. A soma do endgame em Muspelheim, com masmorras cronometradas que concedem prêmios, e do Bergen Coliseum, uma redondel em que é verosímil colocar as habilidades à prova em lutas sequenciais, reforça o valor que a Falcom deu ao pós-jogo.

A secção boa é que você pode simplesmente importar o save de Ys X: Nordics sem qualquer tipo de burocracia para continuar a jogatina. A má notícia é que não há porquê fazer upgrade para a versão definitiva sem remunerar praticamente o valor referto, uma prática generalidade e um tanto questionável da NIS America.

Ys X: Proud Nordics

Imagem: Flow Games/Victor Teixeira

Fluidez em contraste com um visual simplório

Não é de hoje que Ys deixa transparecer seu orçamento mais, digamos, modesto nos gráficos. Ys X: Proud Nordics não evoluiu quase zero nesse sentido e nos remete à era do início do PlayStation 3, o que está longe de ser um panegíricio no contexto técnico. Cenários poligonais e texturas limitadas contrastam com a direção de arte e com os modelos expressivos, culminando em uma estética elegante, mas inconsistente.

Sozinha, a chuva nos videogames carrega o poder de solevantar ou comprometer o visual de um jogo. A história não me deixa mentir. Cá, entretanto, ficamos com a segunda opção. Se considerarmos que boa secção da jornada de Ys X: Proud Nordics se desenrola em um mar simples (e opaco), era de se esperar um relutância maior nesse quesito. Você se recorda da chuva cristalina dos games de PS2 e GameCube? Ou seja, era um pouco plenamente plausível de se fazer.

A fluidez do combate, por outro lado, deve muito às melhorias substanciais de performance. Mesmo nos consoles, Nintendo Switch 2 e PlayStation 5, o título tem um modo devotado a 120 fps, que se mantém fixo até em situações mais exigentes, porquê ao enfrentar muitos inimigos em áreas mais abertas. Depois de jogar a 120 fps, fica meio difícil admitir menos que isso.

Ys X: Proud Nordics

Imagem: Flow Games/Victor Teixeira

Veredito

Ys X: Proud Nordics reforça o que a gente já sabe há quase quatro décadas: ninguém consegue superar a “mitada” que é o combate da Falcom no campo dos RPGs de ação. A edição definitiva do décimo título da série principal traz mais teor e melhorias de desempenho que realmente transformam a experiência, mas também expõe limitações, sobretudo técnicas, difíceis de engolir em um game da atual geração, mesmo que a verba do estúdio esteja curta.

Analisado no PS5 Pro.

Uma reprodução de Ys X: Proud Nordics foi gentilmente cedida pela NIS America para o propósito desta estudo.

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Rodrigo B
Rodrigo Baião é especialista em séries, filmes e streaming, com mais de 8 anos de experiência em análises e críticas. Publica guias, notícias e reviews no ScreenVortex, combinando dados de mercado e tendências do entretenimento global. Reconhecido por análises precisas e conteúdo confiável para fãs e profissionais da área.

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