Desde a sua estréia em Pokémon Red e Blue, o Ditto sempre foi um monstrinho peculiar graças ao seu talento único de se transformar em outras criaturas.
Para a proposta de gameplay de Pokémon Pokopia, o mais novo jogo individual do Nintendo Switch 2, as desenvolvedoras Omega Force e Game Freak não poderiam ter escolhido um protagonista mais adequado.
Finalmente, esse é um jogo que pega emprestado muitos elementos e temas de outros jogos, e logo os transforma para produzir um pouco novo e peculiar. Mais do que uma simples imitação, Pokémon Pokopia sabe se escorar nos ombros de gigantes para produzir uma experiência verdadeiramente viciante. Entenda os seus acertos no review completo a seguir.
Imagem: Nintendo / Thomas Schulze
Copia, mas não faz igual
Já nos trailers de apresentação era fácil identificar as principais influências de Pokémon Pokopia, e o gameplay não lentidão zero para confirmá-las. Em maior ou menor intensidade, você vai encontrar muito de Minecraft, Bicho Crossing, Story of Seasons e Dragon Quest Builders por cá.
A direção de Takuto Edagawa foi muito feliz ao não tarar demais a mão em nenhuma de suas inspirações, ao invés disso optando por pegar os elementos mais oportunos e coesos de cada franquia de conformidade com a premência.
O sistema de inventário é Bicho Crossing purinho, logo gerenciar os itens vai ser praticamente automático para quem também passou a pandemia jogando isso. Também há um ciclo de dia e noite pegando por base o relógio do console, exatamente porquê no simulador da Nintendo.
De Story of Seasons, a franquia anteriormente conhecida porquê Harvest Moon, temos os elementos de fazendinha, com a possibilidade de plantar, regar e colher flores e vegetais, além de edificar e fortalecer vínculos sociais com os outros Pokémon.
O DNA de Minecraft surge na própria estrutura dos blocos que dão sustentação aos terrenos, que você naturalmente pode quebrar, moldar e erguer de conformidade com o seu sabor e materiais disponíveis. Reúna itens o suficiente e você também poderá mandar ver na decoração com um robusto sistema de crafting e customização de interiores e do mundo crédulo.
Imagem: Thomas Schulze / Nintendo
De Dragon Quest Builders, finalmente, vem o siso de façanha e propósito, com uma narrativa interessante e missões instigantes. A Omega Force mostra que aprendeu bastante no meio tempo entre Pokémon Pokopia e Dragon Quest Builders 2, de 2018, trazendo agora uma das melhores obras do estúdio.
Ditto e feito
Ainda que alguns títulos da série Pokémon ocasionalmente flertem com narrativas interessantes, há um pouco de peculiar em Pokémon Pokopia que fez a sua história clicar comigo mais do que a de qualquer outro jogo da franquia.
Talvez seja o traje de que o nosso protagonista Ditto, tal qual visual você pode customizar porquê muito entender, se façanha por um mundo onde os humanos e Pokémon não podem mais ser encontrados. Tem uma certa melancolia nesse mundinho com ares de distopia que encaixa muito com a pegada lofi da trilha sonora e que ajuda muito na mergulho e no sentimento de que há um pouco maior para descobrimos.
Aos poucos nós encontramos outras criaturas e começamos a encaixar as peças deste quebra-cabeças, que é narrado principalmente através de centenas de logs de texto espalhados pelos mapas. De computadores a papeis, sorrateiramente o jogo vai apelando para a nostalgia dos treinadores da velha guarda.
Imagem: Thomas Schulze / Nintendo
Não entregarei spoilers nesse review, é simples, até porque muito da perdão secção do processo de invenção, mas é emocionante passear por um mundo em ruínas ao mesmo tempo em que nos apegamos a fragmentos do pretérito e de tempos mais felizes.
Textualmente, isso é muito potencializado pelo gameplay: quanto mais exploramos e ajudamos os novos amigos que fazemos por esse mundo, mais nos conectamos ao pretérito e aos bons tempos que pareciam que não voltariam mais.
Formosura nas ruínas
Há um problemático sistema de missões muito conectadas entre si ao longo da campanha, mas o tempo todo, explícita e implicitamente, o jogo sugere que você faça tudo no seu próprio ritmo.
Para quem quiser progredir na trama e liberar novos conteúdos, o loop de gameplay basicamente consiste em customizar o terreno até produzir certos tipos de habitat. Esses habitat possuem toda uma catalogação própria e você encontra dicas ambientais, pistas falando com outros Pokémon, ou até mesmo pode descobrir alguns deles na sorte ao trespassar mexendo nas coisas.
Uma vez pronto o habitat, uma indivíduo pode romper por lá para conversar, produzir uma vivenda, pedir favores e te ajudar com os mais diversos serviços. Cabe a você atender aos seus caprichos e controlar os móveis, temperatura e conforto universal do lar dos animais. Eles, em contrapartida, vão te dar presentes e ajudar a superar obstáculos.
Imagem: Nintendo Pokémon Pokopia
Cá, vale indicar alguns dos poucos problemas do jogo. Primeiro, Pokémon Pokopia não teve a mesma sorte que Pokémon Ventos e Ondas, os primeiros jogos da franquia principal com tradução completa em português, logo quem não manja de inglês pode completar ficando meio perdido e confuso.
Segundo, até quem é fluente pode completar empacando em um ou outro objetivo meio confuso. Não que o jogo seja profundamente provocador nem zero, até porque esse não é mesmo o seu foco, mas descobrir certos tipos de itens, ou atender a pedidos mais específicos, pode consumir um bom tempo de andança, tentativa e erro. Por sorte, isso é muito compensado pelo traje de que, normalmente, você estará equilibrando várias missões principais e paralelas ao mesmo tempo.
Há missões diárias e tarefas mais gerais para satisfazer, e quase tudo o que você faz ajuda a completar algumas delas. Nos computadores dos centros Pokémon de cada cidade, e há várias delas para liberar conforme você progride na sua reputação, é verosímil colher prêmios pelas suas atos e lucrar um bom verba. Essa economia interna, sem zero de microtransações, também ajuda a liberar um pouco de dopamina com cada vez mais itens pingando no seu inventário.
Se o jogo começa assim, vagarosamente, quase parando, em poucas horas você vai desvendar os prazeres de conciliar um montão de possibilidades simultâneas, com muito entretenimento para quem se deixar fisgar por essa fórmula.
Vale a pena jogar Pokémon Pokopia?
Imagem: Nintendo Pokémon Pokopia
Títulos porquê Pokémon Snap, United e Pokken já tinham provado que Pokémon consegue se trespassar muito mesmo ao mudar radicalmente de gênero. Novamente, em Pokémon Pokopia, vemos porquê um spin-off pode voar ainda mais cume ao partir de territórios ainda inexplorados pela marca.
É simples que ajuda bastante se você for muito versado nos jogos que inspiraram Pokémon Pokopia, mas ele cozinha tão muito o seu caldo de referências, colocando um temperinho tão bom e marcante, que pode até mesmo funcionar porquê porta de ingresso para o seu gênero.
Só tome desvelo, porque esse é um daqueles jogos que podem consumir centenas ou milhares de horas da sua vida. Vê se não vai parar de jogar só quando o mundo lá fora já estiver em ruínas, hein?
Pokémon Pokopia foi gentilmente ofertado para estudo ao Flow Games em chave de download para Switch 2 pela Nintendo.
Quer encontrar os melhores preços de games na internet? Conheça o Low Games! Descontos em jogos, acessórios, consoles, Gift Cards e muito mais para todas as marcas! Visite:













Comments